domingo, 29 de novembro de 2009

Doce Inverno...

Uma noite bem fria. A chuva a cair lá fora. Dois amigos. Um filme de terror. Um balde de pipocas. Cobertores bem quentinhos. Tudo bem misturado.
A melhor receita para a primeira de muitas noites de verdadeiro inverno que tenho pela frente...:)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Há vida para além da escola!

A minha palavra amiga aos professores:

Importam-se por favor, de deixar que os professores façam o seu trabalho em paz?
Hoje em dia, os professores, que teem o dever de nos ensinar, estimular e criar-nos uma perspectiva muito mais aberta e apta para a nossa própria educação, teem muito mais que fazer!
Os alunos, por não quererem esforçar-se minimamente e estarem-se nas tintas para a escola e o ensino, são mandados, cada vez mais, para o ensino especial. Se não for o esino especial, são as actividades extra extra extra curriculares! Há de tudo! Os professores são obrigados a apresentar relatórios quase semanalmente sobre os pobres estudantes, que veem a sua passagem de ano totalemente facilitada, não só por causa das suas "alegadas" limitações, como também pela aprovação dos respectivos pais.
Nos dias que correm, os pais dos alunos em vias de perderem o ano, são chamados à escola para darem a sua opinião e decidirem se o seu filho deve ou não chumbar, independentemente do interesse que tenha demonstrado ao longo do ano!
É por isso que cada vez mais, chegam iliterados e desinteressados ao 10º ano, que não sabem escrever nem pensar por si só!
A avaliação dos professores sofre uma "rebaldaria" anormal no parlamento e não sai da polémica! As actividades extracurriculares e passatempos para as "crianças" que não devem andar "por aí" quando não teem aulas, são dadas exactamente pelos professores que, para além da sua carga horária normal, teem ainda de fazer de "amas-secas" destes miúdos, que não teem espaço para criar, aprender, bater (até) com a cabeça na parede as vezes que forem precisas e crescerem devidamente com os erros e as aprendizagens de um individuo normal (dos tempos da escola normal).
Reuniões em todas as horas (livres) dos professores para falarem e debaterem acerca de cada aluno que não apresenta (coitadinho!) a capacidade e a vontade de estar quieto nas aulas e escrever qualquer coisa que seja para além do seu nome nas folhas de teste...
Ser professor nos dias de hoje é muito mais do que o era e para além de esta situação fazer com que os alunos passem mais tempo do seu dia enfiados na escola, leva a que também os professores descurem da sua actividade familiar e da sua vida social...
Enfim...quem gostava de ser professor, há muito que vê o seu trabalho um bocadinho longe da realidade que a função de professor tinha há uns anos atrás.

Pessoal!Há vida para além da escola!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

...

Julgamo-nos imortais.
E quando a morte acontece tão perto...parece que o céu desabou em nós e o chão nos fugiu dos pés...

A morte é tão natural como a vida. Não devemos subjugá-la.

sábado, 7 de novembro de 2009

A coisa mais linda...

"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."

Gabriel Garcia Marquez