Quem é que nunca disse "A minha vida dava um filme"? Ao longo da nossa vida vão surgindo acontecimentos e situações que achamos inéditas, curiosas, peculiares, engraçadas...dignas de um filme hollywoodesco. Com as histórias da nossa vida poderiamos criar séries. Daquelas intermináveis que prendem uma pessoa à televisão e as deixam ansiosas pelo próximo episódio. Existem histórias de vida tão vazias que em que não chegarias para sequer para úma página de um livro. Mas existem outras que apenas o olhar de uma pessoa já transparece todo um desenrolar de acontecimentos que nos servem, de alguma forma, para tirar um retrato ou perfil de uma personalidade vivida. Sou fã de quem escreve diários, de quem gosta de anotar e tornar imortais momentos importantes e cruciais da sua vida. Amo demais a vida para querer vivê-la duas vezes. Mas amo-a o suficiente para querer recordá-la, por vezes, através de palavras, e até sons, aromas e sabores. Queremos ser autores da nossa própria história e torná-la uma história feliz. Mas viver é também conviver e ouvir aquilo que não queremos e agir como não pensamos e sentir o que ás vezes nem sabemos o que é. Isso não faz de nós maus autores e actores da nossa história, mas faz sim preenche-la cada vez mais, acrescentar novas personagens a cada capítulo, tornando-a mais cativante e, no fundo, verdadeiramente vivida. Porque é a descobrir, a sentir, a errar, a duvidar, a surprrender, a aprender sempre coisas novas que uma vida se torna totalmente cheia. Querer controlar e planear cada passo na nossa vida, não deixa de ser humano e intrínseco a cada um de nós, mas faz nos sentir frustrados e impotentes perante muitas situações, pessoas e acontecimentos e isso retrai-nos no modo como encaramos e vivemos a nossa própria vida. Queremos sempre ser melhores? Claro...mas para ser melhor tens de saber o que é ser pior e se um dia acharmos que não fomos pelo caminho certo, o que mais importa não é o facto de termos errado, mas sim, a consciência de que o fizemos e mudar a direcção do nosso percurso. Se sentimos que o nosso máximo é pouco, não estamos a valorizar o nosso esforço. Tudo o que fazes é sempre o teu melhor. Se não é tudo perfeito é porque felizmente somos influenciados por tudo o que está à nossa volta e isso é pura e simplesmente Viver.Eu gosto de histórias que enchem a minha cabeça de perguntas, que me fazem questionar, que me provocam ataques de riso ou me enchem os olhos de lágrimas. Porque essas histórias são reais e me transmitem a vivência plena daquilo que nos faz existir.
Conta me uma história.




