domingo, 27 de dezembro de 2009

Histórias.

Quem é que nunca disse "A minha vida dava um filme"? Ao longo da nossa vida vão surgindo acontecimentos e situações que achamos inéditas, curiosas, peculiares, engraçadas...dignas de um filme hollywoodesco. Com as histórias da nossa vida poderiamos criar séries. Daquelas intermináveis que prendem uma pessoa à televisão e as deixam ansiosas pelo próximo episódio. Existem histórias de vida tão vazias que em que não chegarias para sequer para úma página de um livro. Mas existem outras que apenas o olhar de uma pessoa já transparece todo um desenrolar de acontecimentos que nos servem, de alguma forma, para tirar um retrato ou perfil de uma personalidade vivida. Sou fã de quem escreve diários, de quem gosta de anotar e tornar imortais momentos importantes e cruciais da sua vida. Amo demais a vida para querer vivê-la duas vezes. Mas amo-a o suficiente para querer recordá-la, por vezes, através de palavras, e até sons, aromas e sabores. Queremos ser autores da nossa própria história e torná-la uma história feliz. Mas viver é também conviver e ouvir aquilo que não queremos e agir como não pensamos e sentir o que ás vezes nem sabemos o que é. Isso não faz de nós maus autores e actores da nossa história, mas faz sim preenche-la cada vez mais, acrescentar novas personagens a cada capítulo, tornando-a mais cativante e, no fundo, verdadeiramente vivida. Porque é a descobrir, a sentir, a errar, a duvidar, a surprrender, a aprender sempre coisas novas que uma vida se torna totalmente cheia. Querer controlar e planear cada passo na nossa vida, não deixa de ser humano e intrínseco a cada um de nós, mas faz nos sentir frustrados e impotentes perante muitas situações, pessoas e acontecimentos e isso retrai-nos no modo como encaramos e vivemos a nossa própria vida. Queremos sempre ser melhores? Claro...mas para ser melhor tens de saber o que é ser pior e se um dia acharmos que não fomos pelo caminho certo, o que mais importa não é o facto de termos errado, mas sim, a consciência de que o fizemos e mudar a direcção do nosso percurso. Se sentimos que o nosso máximo é pouco, não estamos a valorizar o nosso esforço. Tudo o que fazes é sempre o teu melhor. Se não é tudo perfeito é porque felizmente somos influenciados por tudo o que está à nossa volta e isso é pura e simplesmente Viver.Eu gosto de histórias que enchem a minha cabeça de perguntas, que me fazem questionar, que me provocam ataques de riso ou me enchem os olhos de lágrimas. Porque essas histórias são reais e me transmitem a vivência plena daquilo que nos faz existir.
Conta me uma história.

Coffee please!



Ele noites que não lembra ao diabo... :p

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Nataaal!!! :)


Podia ser assim um pouco todos os dias!! :D

http://www.youtube.com/watch?v=rWjZX57QQDY

domingo, 13 de dezembro de 2009

Há dias assim.


"Falei com quem amo. Não falei com quem me quer. Desabafei emoções contidas e fiz chegar paixão a alguém. Fui encantadora para quem me olha e misteriosa para o mais fraco. Sorri para quem me deseja e desviei o olhar de quem comenta. Dei uma ajuda a quem mais precisava e dei alegria a quem gosta de mim. Pus em palavras o que normalmente guardo em sentimentos e brinquei com quem guarda o maior Amor que há em mim. Tratei me bem. Cuidei de mim. Escrevi. Adormeci."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

One love.

Um mar tranquilo. Um fim de tarde memorável. Uma luz indescritível. Um pôr-do-sol de um conto de fadas. Amigos especiais que não voltarei a ver. Uma troca de sorrisos sinceros. Ondas pequeninas, mas perfeitas. Assim foi o primeiro dia em que peguei na prancha e me lancei àquilo por que me apaixonei...o surf. Apetece me correr em direcção ao mar todos os dias. Apetece me que o mar esteja perfeito todos os dias. Apetece me aquela sensação de voar sobre uma onda que te leva de uma forma tão natural até...onde te jogas num mergulho refrescante, todos os dias. E todos os dias, mesmo quando sei que o vento está zangado, o mar revolto e as ondas brincam descontroladas, olho para elas e crio um cenário imaginário pensando no retrato que deixei na minha cabeça do meu primeiro dia de surf. Após quase um mês sem pôr os pés dentro de água, fica a esperança que melhores dias virão. E sei que sim.
Perdoem me os campeões, mas eu quero-o pequenino e perfeito. :)

Sem qualquer pretensão em ser surfista, serei, com certeza, orgulhosamente, uma eterna aprendiz exploradora! ;)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

À 3ª é de vez!

Relativamente ao comentário que foi feito no meu último post, decidi que merecia uma boa resposta.
Roma, acho que tens toda a razão. Quando acabei o último post, logo pensei o quão contraditória estava a ser em relação ao post anterior. Pois bem...Confesso que, por vezes, o que apetece é fingir que nada das misérias deste país em estado de calamidade têm a ver connosco e simplesmente fugir, emigrar. Mas no fundo, isso vai, sem dúvida, contra aquilo em que acredito. Toda a minha vida é feita de atitude e luta pela mudança. E a minha luta é diária. Mas quando essa mudança depende de mudanças de mentalidade tudo se torna mais difícil e faz me sentir impotente. Parece que o caminho certo é numa direccção e toda a gente foge para o lado contrário. Mas são pessoas como tu que dão crédito àquilo em que acredito e que me fazem pensar duas vezes antes de "emigrar". :)
Quanto ao que diz Roma acerca do novo mundo digital e das "pessoas analógicas", subscrevo totalmente. Há dias atrás, um amigo confessou me que já não sabia escrever...com papel e caneta...Tudo hoje em dia se faz em frente a um ecrã ou monitor e nos faz perder todo o contacto verdadeiro com as pessoas que às vezes vivem dentro da nossa própria casa! Ainda por cima, fazem me perder a cabeça,visto que este já é o terceiro texto que escrevo, já que os outros dois ficaram-se pelo caminho, não sei bem onde, nem sei bem como. Já não é natural, já não é espontâneo...secalhar já não era bem isto que queria dizer...Mas não te odeies por estares a deixar te levar por estas novas tecnologias...chamemos a isso, não uma rendição ao mundo digital, mas uma forma de chegar às pessoas que apenas sabem viver nesse mundo. Porque é por elas que tudo vai ter de começar e é delas que vai ter de partir uma importante mudança que se precisa!
Não, eu não vou emigrar.
Sim, é preciso lutar.
Obrigada pelo teu comentário e um segundo obrigada pela falta de erros ortográficos que hoje em dia é tão difícil encontrar...e principalmente por escreveres com S's e CH?s, sem K's e palavras completas...:)

As pessoas querem se assim. :)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vai andar sempre comigo...


"Prefiero Morir de Pie que Vivir Simpre Arrodillado!!!"

Che

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

FMI à forca!


"FMI exige medidas drásticas para evitar dívida pública de 100 por cento do PIB:
- Contenção na função pública,
- cortes nas transferências sociais e,
- se tudo o resto falhar, aumento do IVA.
A receita do FMI para evitar que Portugal tenha problemas de financiamento"
Por Sérgio Aníbal

E porque não...
- Menos aeroportos,
- Menos submarinos,
- Menos Magalhães,
- Menos reformas milionárias,
- Menos injecções de milhões de euros em bancos privados,
- Menos tantas coisas absolutamente inúteis e dinheiro desperdiçado...

É só uma sugestão...não sei...

E sem mais palavras... Eu vou emigrar!!!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Doce Inverno...

Uma noite bem fria. A chuva a cair lá fora. Dois amigos. Um filme de terror. Um balde de pipocas. Cobertores bem quentinhos. Tudo bem misturado.
A melhor receita para a primeira de muitas noites de verdadeiro inverno que tenho pela frente...:)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Há vida para além da escola!

A minha palavra amiga aos professores:

Importam-se por favor, de deixar que os professores façam o seu trabalho em paz?
Hoje em dia, os professores, que teem o dever de nos ensinar, estimular e criar-nos uma perspectiva muito mais aberta e apta para a nossa própria educação, teem muito mais que fazer!
Os alunos, por não quererem esforçar-se minimamente e estarem-se nas tintas para a escola e o ensino, são mandados, cada vez mais, para o ensino especial. Se não for o esino especial, são as actividades extra extra extra curriculares! Há de tudo! Os professores são obrigados a apresentar relatórios quase semanalmente sobre os pobres estudantes, que veem a sua passagem de ano totalemente facilitada, não só por causa das suas "alegadas" limitações, como também pela aprovação dos respectivos pais.
Nos dias que correm, os pais dos alunos em vias de perderem o ano, são chamados à escola para darem a sua opinião e decidirem se o seu filho deve ou não chumbar, independentemente do interesse que tenha demonstrado ao longo do ano!
É por isso que cada vez mais, chegam iliterados e desinteressados ao 10º ano, que não sabem escrever nem pensar por si só!
A avaliação dos professores sofre uma "rebaldaria" anormal no parlamento e não sai da polémica! As actividades extracurriculares e passatempos para as "crianças" que não devem andar "por aí" quando não teem aulas, são dadas exactamente pelos professores que, para além da sua carga horária normal, teem ainda de fazer de "amas-secas" destes miúdos, que não teem espaço para criar, aprender, bater (até) com a cabeça na parede as vezes que forem precisas e crescerem devidamente com os erros e as aprendizagens de um individuo normal (dos tempos da escola normal).
Reuniões em todas as horas (livres) dos professores para falarem e debaterem acerca de cada aluno que não apresenta (coitadinho!) a capacidade e a vontade de estar quieto nas aulas e escrever qualquer coisa que seja para além do seu nome nas folhas de teste...
Ser professor nos dias de hoje é muito mais do que o era e para além de esta situação fazer com que os alunos passem mais tempo do seu dia enfiados na escola, leva a que também os professores descurem da sua actividade familiar e da sua vida social...
Enfim...quem gostava de ser professor, há muito que vê o seu trabalho um bocadinho longe da realidade que a função de professor tinha há uns anos atrás.

Pessoal!Há vida para além da escola!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

...

Julgamo-nos imortais.
E quando a morte acontece tão perto...parece que o céu desabou em nós e o chão nos fugiu dos pés...

A morte é tão natural como a vida. Não devemos subjugá-la.

sábado, 7 de novembro de 2009

A coisa mais linda...

"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."

Gabriel Garcia Marquez

sábado, 31 de outubro de 2009

Say what???

"10:23 - Obama anuncia fim da proibição entrada de seropositivos
O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou sexta-feira o fim da proibição para os doentes com sida de viajarem para os Estados Unidos, veto que permanecia em vigor desde 1987."
Diário Digital

Ainda estou a processar o facto de ter havido uma lei até há tão pouco tempo que proibia a entrada de seropositivos nos Estados Unidos! Vocês acreditam nisto?
Mas que raio de germes permanecem nos neurónios de quem toma decisões deste nível nos Estados Unidos?
Após alguma reflexão...tenho vindo a gostar cada vez mais do Obama. Não queria dar logo "tudo por ele" ao início. Porque, sim, no início a vontade é muita e as promessas voam bem mais alto do que a realidade permite. Mas digamos, que até agora, o trabalho deste presidente não deixou ainda mesmo nada a desejar. Acho que aos poucos, ele está a conseguir mostrar que realmente valeu a pena ele estar onde está! :)

Keep on it!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fur Dich*

Du konnt gehen, zu einer Rückkehr und zu den aus von meine hat für eine Spitze zu geben.
Du konnt nicht in meine Träume hereinkommen, wenn ich glaube, daß es etwas Frieden in meinem hertz haben könnte.
Du konnt nicht jedesmal erscheinen, das die Augen schließt.
Du konnt nicht mich nach links haben die Empfindung Ihrer Hände in meinem Körper.
Du konnt nicht mich nach links haben der Duftstoff Ihres Körpers, der in meine eingedrungen wurde, damit ich ihn für Momente vergaß.
Wenn Du einiges von diesen Sachen gebildet hatte, würden Du gibst während meiner glücklichen Zukunft haben.

sábado, 24 de outubro de 2009

Cloud 9



Porque vale a pena ver um filme como este.
Porque as imagens valem por si.
Porque é lindo ver Paixão no que se faz.
Porque não sei como se chama uma sereia no masculino, mas fica um pouco mal chamar sereia ao Kelly, mas a verdade é que o Mar é a sua segunda casa (para não dizer a primeira)...


Para ver, rever...




...Vá...como um peixe dentro de água...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Inglorious Bastards



Mais uma vez, Tarantino de parabéns!

"Sacanas sem lei" - na versão portuguesa - está simplesmente fantástico!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um dia diferente.

Um belo fim de tarde.
Trabalho árduo na esplanada e nos afazeres quotidianos a que a minha pequena surfshop obriga. Dois clientes entram, os quais recebo com simpático sorriso. Conversa para cá, conversa para lá. Sorrisos, simpatia...
13 minutos depois. Menos várias peças de roupa, três relogios...e...o meu telemóvel. Tudo muito bem planeado...a estratégia deles bateu perfeita. Naíf...deixei me levar pela "imensa dificuldade" que o pobre romeno tinha em falar inglês (vindo eu, posteriormente, a saber que o tipo tinha falado em perfeito inglês com o vizinho da loja do lado!), tentando (aaaiii o meu ar de parva!!!!) compreendê-lo com aquela minha carinha de "Oh, senhor, vá lá, tente gesticular, vá, disse o quê?, ah sim, de novo...isso isso!...(e ao fim de alguns minutos)hmmm...não compreendo, desculpe...". Por essa altura, já o amigo tinha saído porta fora, contente da vida, bem apetrechado para o Inverno e ainda há de fazer algum dinheiro com o restante material. Ao apereceber-me de tal situação, saio da loja, com a minha sobrancelha direita em bico, em fúria, indignada, a correr com a vontade de os encontrar e lhes dar umas valentes caneladas e saltar lhes em cima! Mas nada disso sucedeu. A polícia apareceu, trocámos alguns pareceres...daquele género à GNR (muito sui generis) de que o Inverno anda atrasado, e...ai pá...estes gajos de leste que veem para cá fazer estas asneiras...e lá seguiram para "proceder às diligências" (qualquer coisa muito cómica que, de repente, me pareceu um sketch do Gato Fedorento). Sendo, com isto, que ao fim de umas horas fui chamada á esquadra para identificar aquelas duas persongens, que me esperavam (literalmente) a meio metro de mim, num pequeno banco, à entrada da esquadra, de onde assistiram a todo o processo de identificação! (Mas que raio de terra é esta??) No dia seguinte fui chamada à esquadra de novo para identificar um deles (porque o outro já tinha fugido). Desta vez, puseram o tipo do outro lado de um vidro (para que ele não me pudesse ver-como se não me tivesse visto no dia anterior...). Enfim...foram dois dias cansativos...hilariantes e claro, com um tempero bem "tuga" ao gosto da tradicional Guarda Nacional Republicana.
De tudo isto, tenho a lamentar a minha ingenuidade e o meu telemóvel (o mais fixe que alguma vez tinha tido!) De momento encontro me com um pequeno "chaço" de 35 euros. Sem números. O que até me dá um certo gozo.
E assim foi um dia diferente no meu quotidiano...que, confesso, já precisava de um abanão.

Pff...

Podemos fazer aquele esforço mais intrínseco. Olhar para o lado contrário, empurrar para fora, fechar os olhos, não querendo ver. Mas ao fechar os olhos, a imagem está lá. Ao olhar para o outro lado, a imagem continua lá, empurramos aquilo que não queremos, mas não abrimos a mão para a largar. Queremos negar o inegável. E acreditar que essa imagem já não faz parte da nossa realidade presente. Exaustão dispensável. Cansaço desnecessário. A imagem está lá. O raio do sentimento não me sai do coração. Apetece me chamar lhe nomes e apagá lo com um click da minha cabeça, do meu coração, da minha vida. Como se faz isso? Será possível?
Pff...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

FreeSurf Magazine

Gosto deste tipo. Verdadeiro contador de histórias.
Miguel Bordalo sempre no seu melhor!!!

Brilhante.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Será assim.


Tu entravas por essa porta.Os nossos olhares cruzavam-se e fixavam-se um no outro. Aí ficávamos por tempo indeterminável. O conjunto de borboletas que vivem adormecidas no meu coração, levantariam voo...um voo agitado mas ordenado, como quem tem muita pressa mas sabe bem onde quer ir e como chegar. Ia sentir aquele turbilhão indescritível de um calor que quase chega a doer de quando se sabe aquilo que vai sentir, mas ainda não chegou lá. Qualquer coisa aqui no peito ia sentir uma pressão, parecido com sufoco, mas que,na verdade, significa exactamento o oposto...porque é uma libertação. Na cabeça, todos os processos parariam. A parte racional e consciente simplesmente desconectaria de tudo o resto. Haveria um "blackout" e a mente seria desactivada. Porque tudo estaria centrado no peito, no coração. No centro de tudo aquilo que nos move, sem pensar. Aquela força que vem mais do nosso fundo, quase que um vulcão em actividade! Sem precisarmos de palavras, de verbalizar qualquer tipo de sentimento (porque há palavras que não existem - e não precisam de existir), abraçar-nos -iamos de uma forma tão profunda, que por momentos, seriamos só um. O beijo, esse...nem a imaginação alcança...:)
Será assim.
Amar é planar.
O Amor é o mais invisível prodígio da natureza.

domingo, 20 de setembro de 2009

"'Cause waiting on love ain't so easy to do"

Onde é que eu já ouvi isto...?

Bem...ouvi há anos atrás...quando pôr o Amor à espera ainda era uma esperança credível.
Quando a imaturidade e a vontade envolvida em inocência reinavam no meu mundo cor de rosa. Nessa altura, tudo parecia perfeito. Acreditei que era A relação onde a perfeição roçava a realidade.

Nunca deixes o Amor esperar. Ele é impaciente. E vai se cansar.
Agarra-o e sê feliz! :)

Para sempre. Tu sabes que sim.

domingo, 13 de setembro de 2009

O medo

"Tenho uma palavra a dizer acerca do medo. É o único verdadeiro adversário da vida. Só o medo pode derrotar a vida. É um adversário esperto e ardiloso, que eu bem o sei. Não tem decência, não respeita lei nem convenção, não mostra piedade. Vai ao nosso ponto mais fraco, que encontra com uma facilidade certeira. Começa sempre na nossa mente. Num momento estamos a sentir-nos calmos, seguros, felizes. E,depois, o medo, disfarçado com as vestes da dúvida afectada, introduz-se na nossa mente como um espião. A dúvida encontra a descrença e a descrença procura empurrá-la. Mas a descrença é um soldado de infantaria mal armado. A dúvida vence-a sem grande dificuldade. Tornamo-nos ansiosos. A razão vem travar a batalha por nós. Somos tranquilizados. A razão está bem equipada com a última tecnologia das armas. Mas, para nosso espanto, a despeito da táctica superior e de um inegável número de vitórias, a razão é vencida. Sentimo-nos enfraquecidos, vacilantes. A nossa ansiedade torna-se pavor. Depois, o medo trabalho todo o nosso corpo.(...)O coração retesa-se com demasiada força. Tomamos rapidamente decisões irreflectidas. Dispensamos os últimos aliados: a esperança e a confiança. Aí, derrotamo-nos a nós mesmos. O medo, que é apenas uma impressão, triunfou sobre nós."
-Yann Martel-

Ás vezes tenho medo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Glorious day*


É como receber um ramo de flores com aquele abraço, num dia de alguma nostalgia.
Ou seres iluminado por um raio de sol com um toque quente depois da chuva.
Ou dormires no ombro de quem amas.
Ou ficares uns minutos a olhar o horizonte, ao fundo, no mar num fim de tarde memorável, em que o por do sol te faz descobrir cores novas que nem todo o arco iris te mostra.
Ou como um mergulho no mar frio, em que dá aquele arrepio, mas logo te enche de uma sensção de pura leveza e bem estar, que és capaz de ficar mais uma hora a deixar te levar pelo movimento do mar.
Ou como estares rodeado de todas as pessoas que queres bem.
É como uma gargalhada daquelas que vem do mais fundo e genuíno de nós.
Ou como um simples sorriso que gratuitamente se troca nas ruas com estranhos desconhecidos com os quais a empatia nos supreende verdadeiramente.
Ou ouvir aquela música que nos arrepia e vibra dentro de cada um.
No fundo, é todas as pequenas e grandes alegrias que podemos viver e lembrar e um pouco de cada sentimento ou sensação que estas nos oferecem.
Basta me ver te e consigo esta proeza.
Quero olhar para ti mais uma vez.

domingo, 6 de setembro de 2009

Seeed

Estão a ver aquelas músicas que nos entram no ouvido e automaticamente damos por nós a movimentar o corpo, a abanar a cabeça, a bater o pezinho ou a acompanhar o ritmo com a anca? Pois Seeed tem um efeito muito maior em mim. Alegra me, estimula a minha produção de serotonina e endorfinas que me dão uma sensação de bem estar incrivel e tem uma forte influência no meu estado de espírito!
Esta banda alemã, para além de ritmos e letras super alegres e com aquele toque de intervenção (claro está!), leva-nos a entrar dentro da música.Se tentarem,vejam o que acontece.
No meu caso, quando me deixo absorver, a imagem que me aperece é uma mega festa no meio da selva, em que todos os animais estão reunidos a dançar alegremente, onde macacos, cobras, leões e ratos formam um círculo onde partilham um bongo e se vê uma nuvem de fumo interminável a sobrevoar-lhes as cabeças e de onde saem gargalhadas sonoras. Mais a frente vejo um enorme elefante que põe música e fuma erva com um bando de zebras, rinocerontes e cães da pradaria! (são os meus animais preferidos!). E todos são amigos e reina uma alegria contagiante numa selva chamada Nirvana.
Não, eu não fumei. Mas esta música leva me a sonhar, a sair deste setting e eleva me a imaginação até onde ela puder ir. Até sempre.
Danke Seeed. :)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sugestões literárias

Nestes últimos meses tenho lido à velocidade da luz!
Tenho para mim que em fases da vida mais introspectivas é para esse lado que me viro.
E se as fases instrospectivas tem um lado mais solitário, no sentido em que nos leva a reflectir sobre tudo e todos, a lembrar e a debater nos sobre toda e qualquer questão, vejo o lado muito positivo que é Ler!
E tenho lido de tudo um pouco.
Isabel Allende é daqueles nomes que vou lembrar sempre aconselhar a toda a gente! Devorei a sua "Soma dos Dias", bem como a "Casa dos Espiritos". Viajei com ela pelo mundo e conheci gente magnifica. Personagens vibrantes, entediantes, mágicas e intrigantes.
A verdadeira personalidade de Isabel sobressai (propositadamente ou não) nas suas obras e provoca me uma vontade enorme de falar com ela e querer que me conte todas as outras aventuras peculiares da sua vida detalhadamente (aquelas aventuras que se sabe que existiram, mas que das quais nos é apenas deixada uma pegada isolada do que veio a seguir.
Se falo em literatura que se degusta, tenho de falar (obrigatoriamente) de Gabriel Garcia Marquez com os seus "Cem Anos de Solidão" ou as suas "Putas Tristes".
No meio de algum romance e aventura, dei por mim a ler "O Santo, o Surfista e a Executiva". (livro que,à partida nao teria a minha atenção), mas que seguindo um conselho de uma amiga, fiquei contente por lê-lo. Gostei e aconselho. Mais que não seja porque aprendemos a reflectir de outra forma. Como vos disse, estou numa fase de instrospecção e este livro ajudou me, pelo menos a variar nas formas como lembro, suspiro, penso e vivo. Fazê-lo já o fazia, mas ser criativo quando o faço, torna tudo, no minimo, mais curioso e dinamico!
Logo de seguida atirei me de cabeça para cima deste Robin Sharma (salvo seja!) e li o famoso "Monge que vendeu o seu Ferrari". Pois bem. Acho que devia ter feito uma pausa na literatura de auto-conhecimento e realização...antes de apanhar uma pequena "overdose" de técnicas para viver melhor e respirações "meditantes" com a miraculosa fórmula de nos tornar pessoas mais felizes! Não posso negar a partida uma "ciência tão natural" que desconheço...mas senti que foi uma sobrecarga de informação que, não pausada ou intervalada, se torna cansativo ou mesmo entediante. O que quero dizer,entao, é que, sim, leiam. Aconselho vivamente. Eu vejo a vida de outra forma, sem duvida. Mas apenas nao se atirem para cima do mesmo autor...sem qualquer outro pelo meio...;)
E mais virá.

Uma tentativa


Já várias vezes me tinha passado pela cabeça começar um blog e escrever sobre as banalidades da vida...música, cinema, amor, sentimentos, o dia a dia...aqueles temas que,por norma, se vão encontrando pormenorizados em blogs que encontro, ao acaso.
Na verdade, adorava ter aquele dom com que nascem algumas (poucas) pessoas que tornam simples blogs em sítios de procura constante de informação e nos prendem e nos agarram e nos provocam alguma curiosidade se no dia seguinte terão algum novo post publicado.
Mas não. Infelizmente, esse não é o meu forte, mas nem por isso, deixo de querer expor as minhas ideias acerca do mundo e das pessoas e do que quer que seja que me passe pela cabeça.
Muitas vezes me ponho a escrever no papel...umas vezes incontrolavelmente, com um apetite voraz de exprimir me e tentar acompanhar o ritmo das minhas ideias ou emoções...outras vezes, fazendo um pequeno esforço para que aquela inspiração que procuro, surja de uma forma natural (mas já desnaturalizando) essa imersão.
Ás vezes tenho dias de uma nostalgia intrigante que me dá para querer manifestá-la através do papel...mas, por bem da humanidade, tenho surtos de sensatez que me levam a isolar me um pouco ate que ela se vá evaporando. Porque há coisas que queres recordar. E outras nem por isso.
Será isto uma nota introdutória?
Não sei, mas foi uma tentativa. Só me apetece escrever.Só isso.
Com companhia ou não, quero rir me daqui a uns tempos.
E rir é tão bom.
:)

Até mais tarde.