quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Será assim.


Tu entravas por essa porta.Os nossos olhares cruzavam-se e fixavam-se um no outro. Aí ficávamos por tempo indeterminável. O conjunto de borboletas que vivem adormecidas no meu coração, levantariam voo...um voo agitado mas ordenado, como quem tem muita pressa mas sabe bem onde quer ir e como chegar. Ia sentir aquele turbilhão indescritível de um calor que quase chega a doer de quando se sabe aquilo que vai sentir, mas ainda não chegou lá. Qualquer coisa aqui no peito ia sentir uma pressão, parecido com sufoco, mas que,na verdade, significa exactamento o oposto...porque é uma libertação. Na cabeça, todos os processos parariam. A parte racional e consciente simplesmente desconectaria de tudo o resto. Haveria um "blackout" e a mente seria desactivada. Porque tudo estaria centrado no peito, no coração. No centro de tudo aquilo que nos move, sem pensar. Aquela força que vem mais do nosso fundo, quase que um vulcão em actividade! Sem precisarmos de palavras, de verbalizar qualquer tipo de sentimento (porque há palavras que não existem - e não precisam de existir), abraçar-nos -iamos de uma forma tão profunda, que por momentos, seriamos só um. O beijo, esse...nem a imaginação alcança...:)
Será assim.
Amar é planar.
O Amor é o mais invisível prodígio da natureza.

Sem comentários:

Enviar um comentário