quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O reverso de ser feliz.

Abro uma cerveja, Acendo um cigarro. A coisa não flui. Ponho uma música. Bem ao estilo Jack Johnson. Já qualquer coisa flui. Pego na caneta e no papel. Lembro me de inúmeros temas que gostava de desenvolver, de explorar, de aprofundar. Lá vem o Amor. Cliche habitual. Mas não tenho nada a acrescentar. Só se escreve sobre Amor quando se ama...não será bem o caso. E a saudade. Sim, disso poderia falar. E tinha tanto para dizer. Amigos perdidos, corações impacientes, conhecidos desencontrados. Se fosse por aí...perder me ia, mais cedo ou mais tarde.O mar. Uma linda paixão. O surf. uma bela surpresa. A família. Um transbordar de emoções. No final de uma pequena reflexão, concluo que não se escreve quando queremos escrever, mas sim quando a mão dá o impulso, a cabeça toma a iniciativa e o coração fala por nós. Não é o caso. O texto não sai. As palavras não fluem. É tarde. Posso dar essa desculpa? Aqui fica o meu texto de nada, que fala sobre o oco, uma mensagem vazia, que se escreve a ninguém. Venha mais uma. Click!
É só porque estou feliz. Sim. É só porque estou feliz. :)

PS. Carlinha, este é para ti. Estás no bom caminho, coração.

3 comentários:

  1. Jack Johnson faz-me lembrar aqueles dias de trabalho na tua casa, o 3º andar com vista para o prédio da frente. Era um 3º andar não era? Lembro-me de duas de nós na varanda a trabalhar no portátil. Lembro-me das chávenas de chá. Lembro-me das outras duas a trabalhar na sala. Lembro-me da música, Jack Johnson. Lembro-me de me sentir descontraída e de pensar no verão e numa qualquer praia paradisíaca!

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  2. Friends will be friends disse o fred... Eu concordo, uma vez alguém sabio disse "Os amigos são a familia que nós temos a possibilidade de escolher!" porque que eles insistem em nos desiludir??!!? A vida é curta demais para andar triste e não podemos ficar agarrados ao que podiamos ser, ao que podiamos ter feito! Nós somos o que somos e tenho a certeza que fazemos o melhor que podemos....Quem vai contra a sua natureza própria não pode nem consegue ser feliz, a vida é feita de escolhas...E eu escolhi ser feliz!! Nem sempre consigo mas faço o melhor que posso!

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  3. Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra ti quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e simplesmente sorri . É pequena pra ti quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
    Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o teu crescimento, quando sonham em conjunto. É pequena quando se desvia do assunto.
    Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos superficiais e se preocupa com cliches.
    Uma mesma pessoa pode aparentar grandiosidades ou ser fraco dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
    É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas agigantam-se e encolhem-se aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente,torna-se apenas em mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
    Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade!

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